Os Girard em Tóquio

Enquanto em Londres, no Barbican, o trabalho e vida dos Eames é reunido na magnífica exposição 'The World of Charles & Ray Eames', do outro lado do mundo, em Tóquio, a herança de outro ícone de meados do século XX - Alexander Girard - é celebrada através de duas interessantes exposições. Durante a Tokyo Design Week, o showroom local da Herman Miller, em colaboração com a Maharam, é o palco da exposição 'Alexander Girard: An Uncommon Vision', que vislumbra a criatividade do designer americano. Conhecido pela sua visão única, Girard destacou-se pela brilhante utilização dos textêis, cores e padrões, que se especialmente evidentes no seu trabalho para a Herman Miller ou para a extinta Braniff Airlines. Nesta exposição aberta até 7 de Novembro poderá encontrar uma selecção de peças de Girard, incluindo mobiliário, acessórios, painéis gráficos e textêis da Maharam.
Já na galeria Curator's Cube, o trabalho dos descendentes de Alexander Girard é exibido numa exposição colectiva dedicada aos seus netos. Mostrando a influência que seus os antepassados tiveram nas suas criações - desde o seu bisavô, um amante de arte, passando por Alexander Girard e o seu pai Marshall - o evento ‘Girard Continued’, que decorre até 8 de Novembro, exibe entre outras coisas, os quadros de Kori Girard e as esculturais peças da sua irmã Aleishall Girard Maxon. A não perder!

“O meu maior gosto e satisfação numa solução para qualquer projecto é descobrir a fantasia latente e a sua magia.” Alexander Girard

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Photo by Apartamento magazine

London Design Guide 4ª Edição

Se existe cidade na Europa em que o retalho independente e o design são especialmente vibrantes é Londres. O London Design Guide tem sido desde o seu lançamento o perfeito instrumento para medir o pulso à criatividade na capital britânica e a quarta edição torna-se mais uma vez num volume essencial para todos os amantes do design. Lançada recentemente, a nova versão do guia mostra todos os locais a visitar em cada bairro, sejam lojas e galerias ou os melhores cafés e restaurantes. Para além da vertente mais prática, com mapas, moradas e descrições de cada local, a quarta edição revela os bastidores e algumas das figuras mais proeminentes do design em Londres. Para  além de visitas aos estúdios privados da dupla Barber & Osgerby, Ilse Crawford ou Ross Lovegrove, o guia apresenta entrevistas com o director do Design Museum Deyan Sudjic ou com veterano Zeev Aram, fundador da conhecida loja Aram, completando um dos melhores guias temáticos a nível internacional.

“O London Design Guide centra-se no próspero panorama de design da capital britânica: as lojas, os negociantes de peças vintage, as galerias e as oficinas criativas. O editor do guia - o escritor e comentador de design Max Fraser - mostra os destinos que melhor refletem o dinamismo e visão do panorama de design moderno local, analisando-os por bairro, incluindo mapas de fácil utilização para ajudar a navegar na vasta cidade de Londres.”

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Pod Sessions

A De Vorm é uma das marcas de mobiliário que mais nos impressionou nos últimos tempos pela beleza da sua colecção, funcionalidade e forma inovadora em como utiliza materiais como o feltro PET, produzido através da reciclagem de garrafas de plástico. A escultural poltrona Pod, produzida neste material, é a peça mais marcante da marca holandesa e o palco perfeito para uma nova série de entrevistas que a De Vorm, em colaboração com a What Design Can Do (uma plataforma e conferência anual sobre o poder do design), realizou a diversas figuras do meio criativo. Desde chefs a arquitectos, passando por designers e artistas, a Pod Sessions revela as suas inspirações, pensamentos e como influenciam o seu ambiente de trabalho e cultura. Das primeiras quatro entrevistas, que também incluem o arquitecto Ole Scheeren e o jornalista Jeroen Junte, destacamos a com o chef brasileiro Alex Atala, o qual descreve a comida como um dos maiores alicerces de todas as culturas, bem como a com Sam Bompass, criativo gastronómico da agência Bompass & Parr, que destaca a importância do ambiente para a nossa percepção do que comemos. Ansiosos para ver as próximas entrevistas com o designer gráfico Stefan Sagmeister e artista olfativa Sissel Tolaas.

“Nunca na minha vida podia imaginar que fazer comida brasileira no Brasil poderia ser reconhecido como um bom chef.” Alex Atala

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Valerie Objects

Quando vimos as peças de Muller Van Severen na exposição ‘Landscape for Living’ no The Apartment em Copenhaga, em 2014, ficámos rendidos à simplicidade, pureza e originalidade das criações da dupla belga. Agora produzidas pela Valerie Objects, a linha de mobiliário e iluminação desenhada por Fien Muller e Hannes Van Severen foi o primeiro conjunto de peças que a marca originária de Antuérpia lançou com o objectivo de promover o trabalho de artistas e designers, transformando a sua visão criativa em objectos tangíveis. Fundada por Axel Van Den Bossche, Frank Lambert (ambos da marca Serax) e Veerle Wenes (da Galeria Valerie Traan), a Valerie Objects assume uma abordagem original, que também procura encontrar objectos já existentes, mas que nunca tenham visto a luz do dia, sendo a plataforma ideal para criadores autênticos e pensadores livres lançarem ou reciclarem as suas ideias. A colecção assinada pelo duo de artistas Muller Van Severen não podia ser melhor exemplo do compromisso da marca belga com a originalidade e frescura visual. Permanecendo na fronteira entre a arte e o design, as peças assumem um cariz escultural, através das elegantes formas geométricas em tubo metálico e elaboradas combinações de cores, mas a sua funcionalidade transformam-nas em peças úteis para os interiores contemporâneos.
'The Cutlery Project’ é o mais recente projecto da Valerie Objects, no qual designers e artistas de várias paragens desenvolveram originais colecções de cutelaria, criadas para surpreender os olhos, mãos e boca. Com lançamento marcado para o início do próximo ano, ‘The Cutlery Project’ apresentará criações de Muller Van Severen, Marteen Baas e Koichi Futatsumata, servindo de aperitivo para as próximas criações da marca belga.

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Resident

A Nova Zelândia pode estar a escolher uma nova bandeira, e o design da mesma parece dividir opiniões, no entanto uma das verdadeiras bandeiras deste país têm sido os seus criativos, e a marca Resident é um excelente exemplo disso. Fundada em 2011 por Simon James (designer e distribuidor das melhores marcas internacionais através da sua loja homónima) e Scott Bridgens (que entre muitas outras coisas, trabalhou na Tom Dixon durante alguns anos como director de operações), a Resident é o primeiro editor de design neo-zelandês e sinceramente não o poderia estar a fazer de melhor forma. Colaborando com os melhores designers locais, como Jamie McLellan ou Nat Cheshire, a marca associa qualidade, design intemporal e materiais naturais, apresentando uma colecção exemplar de mobiliário e iluminação. A cadeira Studio, com a sua simplicidade e robustez, a confortável poltrona Pick Up Sticks e a mesa de forma geométrica Scholar são as nossas peças de mobiliário favoritas, enquanto o elegante candeeiro de suspensão Mesh Space, o escultural Hex e o candeeiro de mesa Oud são as nossos preferidos na linha de iluminação.

“A essência da Resident gira em torno da combinação autêntica de design de qualidade internacional, materialidade arrojada e produção excepcional.”

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Pixel Trade

Para que conste, ninguém nos disse que Shantanu Starick esteve em Lisboa a fotografar para a Kinfolk... é pena porque teríamos gostado muito de ter feito uma troca com ele! Ironias à parte, o fotógrafo australiano criou um dos projectos mais interessantes que temos visto nos últimos tempos: viajar pelo mundo a fotografar, sem gastar dinheiro, sem contractos, apenas trocando o seu trabalho por alojamento, comida ou um bilhete de comboio. Assumindo-se como um fotógrafo multi-facetado, não se especializando em nenhuma área específica, Starick sentia-se frustado pela dificuldade em conseguir trabalho devido à sua abrangência criativa. Tendo chegado à conclusão que a troca de serviços por dinheiro era a razão para tal acontecer, o fotógrafo decidiu em 2012 criar o Pixel Trade e iniciar a sua viagem pelos 7 continentes de máquina fotográfica na mão. Voltando à antiga forma de transacções, através das trocas, Starick finalmente realizou o seu sonho de se tornar um fotógrafo multi-facetado, retratando de tudo um pouco, desde paisagens magníficas, produções de moda ou comida. Aventurando-se pelo mundo com o objectivo de ser criativo e de conhecer igualmente criativas, Starick prova (e encoraja) que o dinheiro pode ser dispensável em muitas das transacções que fazemos todos os dias através da permuta de talentos. E o talento do australiano é visível em todas as suas fotografias, na atenção ao detalhes, captando aqueles pormenores que saltariam à maioria das pessoas, na capacidade de captar a essência de cada local e das pessoas, seja na Nova Zelândia, Portugal ou Irlanda. Cada troca também é acompanhada de um pequeno texto a documentar a aventura naquele local ou até entrevistas às muitas pessoas que conheceu pelo caminho. Só esperamos que Starick queira voltar a Lisboa mais uma vez...

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Grandes Vidas Portuguesas II

Depois de ter lançado os primeiros quatro volumes da colecção ‘Grandes Vidas Portuguesas’ conjuntamente com a Imprensa Nacional - Casa da Moeda, a Pato Lógico lança agora os novos livros desta série dedicada a personalidades de destaque na história de Portugal. Ilustrados de forma exemplar, os livros descrevem as vidas de Alfredo Keil, Aristides de Sousa Mendes, Ana de Castro Osório e Azeredo Perdigão, e a sua importância para a história do país. Enquanto o artista Alfredo Keil ficou conhecido pela criação do hino 'A Portuguesa' e o consul Aristides de Sousa Mendes salvou milhares de judeus e refugiados no decorrer da Segunda Guerra Mundial, Ana de Castro Osório foi uma destacada feminista e a criadora da literatura infantil em Portugal e José de Azeredo Perdigão foi o primeiro presidente da Fundação Calouste Gulbenkian e importante figura na divulgação da cultura e ciência no país. Apesar de indicados para crianças e dirigidos para a criação de novos leitores, este conjunto de livros são sem dúvida muito interessantes para graúdos também!

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Vertigo Bird

Itália pode ser conhecida pelo design de mobiliário e iluminação, mas é no pequeno país vizinho do Adriático, a Eslovénia, que estão sediadas duas das marcas que mais apreciamos, a Rex Kralj e a Vertigo Bird. Enquanto a primeira já falámos n’O Editorial por várias ocasiões, a Vertigo Bird destaca-se pela refrescante abordagem ao design de iluminação. Fundada por Silvo Kačar e Sijaj Hrastnik, a marca eslovena tem vindo desde a sua criação a colaborar com designers e arquitectos, locais e internacionais, com o objectivo de criar uma colecção que preenchesse o nicho entre a iluminação de gama muito elevada e os candeeiros produzidos em massa. Cruzando tradição, através do aproveitamento do conhecimento dos artesãos locais, e tecnologias inovadoras, a Vertido Bird apresenta candeeiros simples, poéticos e funcionais, que se destacam pelos pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Desde o candeeiro de mesa Kokeshi, inspirado nas típicas bonecas japonesas; o Funnel, um autêntico funil invertido; a ‘lanterna’ Jinn; ou o original Balloon, a marca eslovena transforma silhuetas comuns em iluminação imprevisível e envolvente, simplesmente brilhante!

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