Entrevista Grafolita

Na primeira colaboração com O Editorial, Catarina Vaz produziu um caderno exclusivo em acordeão com uma capa em cinzento e um colorido elástico vermelho. Este caderno liso é ideal para registar os seus desenhos mais inspirados ou a sua próxima grande ideia! O Editorial falou com Catarina Vaz, fundadora da Grafolita:

Como começou a Grafolita?
A Grafolita surgiu porque quis fugir ao computador, com o qual trabalho diaramente como designer numa agência de comunicação digital, e criar um projecto pessoal. Comprei algum material de tipografia a uma antiga tipografia que estava a encerrar e depois de fazer várias experiências, achei que lhes devia dar algum sentido, criando algo com utilidade. Surgiu então a ideia de fazer cadernos que se destacassem dos que já existem no mercado, através do design, materiais e técnicas de produção.

“O que torna os cadernos da Grafolita especiais é o facto de serem produtos feitos à mão através de técnicas tradicionais que são re-interpretadas e aplicadas com uma abordagem nova no design, no cuidado dos acabamentos e nos materiais usados. Na minha opinião o ser feito à mão não deve servir de desculpa para um trabalho com acabamentos rudes.”

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Como produzes os teus cadernos?
Os cadernos são todos produzidos por mim, utilizando técnicas tradicionais de encadernação e de impressão tipográfica manual. Normalmente faço séries de cadernos dividindo o processo em várias fases: corte de papel, colagem, impressão, e por fim os acabamentos. Os primeiros cadernos  eram impressos num antigo prelo (conhecido como máquina de provas) mas actualmente já o faço  numa pequena e antiga máquina tipográfica de braço, que embora também seja manual torna o processo de impressão mais rápido. A forma como os faço é muito intuitiva e vou aprendendo à medida que vou tendo ideias do que quero fazer. Às vezes pesquisando na internet e livros, outras vezes  perguntando a quem já sabe. Como é o caso do Sr. trovão, um senhor que trabalha à cerca de 70 anos como impressor numa antiga tipografia.

"A colaboração com O Editorial foi-me proposta quando a Grafolita tinha ainda poucos meses de existência, o que me deixou muito contente porque já acompanhava O Editorial há algum tempo. À semelhança dos cadernos da Grafolita, os artigos d'O Editorial são muito cuidados, tratam de temas, produtos e pessoas que são de alguma forma especiais e inspiradores, e tornam a nossa vida mais bonita."

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