The Ride: Subida à Glória

Apesar das colinas, do empedrado e dos carris, a bicicleta veio para ficar em Lisboa e a prova foi a celebração do centenário da mítica Subida à Glória. Esquecida no tempo, esta prova de 265 metros já não era disputada há várias décadas e tinha o recorde intacto desde 1926, ano em que Alfredo Piedade percorreu a inclinada subida em 55.40 segundos. Os ingredientes para ser uma noite divertida estavam lá todos: um declive médio de 17.7%, com um pavimento irregular (um misto de empedrado e carris) e o percurso de um dos mais emblemáticos elevadores de Lisboa. Entre Brompton’s desdobráveis, bicicletas de carga e BMX, ciclistas de estrada profissionais como Fábio Silvestre da Leopard Trek e amadores curiosos (como eu), a mais curta clássica do mundo foi uma festa magnífica com centenas de pessoas a assistir e na qual a chuva ajudou a tornar a Subida à Glória numa prova ainda mais épica. Apesar do meu desejo secreto de vir a ser apelidado de ‘Foguete da Glória’ (esse título vai para Ricardo Marinheiro, que venceu com um incrível tempo de 39.76 segundos), gostei imenso de participar no contra-relógio (terminei em 69º com 1:15.03 segundos, mesmo antes de Marco Chagas, que venceu a Volta a Portugal em 4 ocasiões nos anos oitenta) e espero estar lá para o ano! Vejam também este excelente vídeo por Manuel Portugal (da revista B) e o cartaz oficial, desenhado pelos nossos amigos da Matilha Cycle Crew.