Entrevista Maria Riding Company

Fundada por quatro amigos de Lisboa, a Maria Riding Company é um dos mais projectos mais interessantes em Portugal. Tendo a estética de meados do século passado como referência, a marca inspira-se nas "verdadeiras emoções do passado, desenvolvendo na perfeição motas especiais para os últimos que buscam a verdadeira essência". Para além das motas antigas que recuperam, a Maria também reflecte a sua paixão pelo surf, apresentando uma colecção de pranchas produzidas em Portugal. O Editorial falou com Luís Correia, fotógrafo e co-fundador da Maria:

Como começou a Maria?
Nasceu há cerca de 3 anos embora seja pública desde 2012.
Na realidade aquilo que estamos a fazer é o reflexo de paixões e vivências que fomos adquirindo ao longo da nossa vida em contacto com este universo. As motas, os carros antigos, o surf, os filmes dos anos sessenta, a música, a fotografia analógica, tudo isto nos rodeou sempre e acabou por criar o ímpeto em nós de criar uma Marca com esta essência.

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 "A paixão pelas motas sempre existiu em nós. Não pela abordagem da performance, mas sempre pelo lado da diversão e da liberdade que este veículo sempre nos proporcionou".

Quais são as vossas referências neste campo?
Existem diversos nomes que nos inspiram hoje em dia e que são autênticos escultores, seja pelo qualidade do seu trabalho, seja pelo vanguardismo dos seus trabalhos. Construtores como o japonês Shinya Kimura, Walt Siegl, Max Hazan, Ian Barry e os Wrenchmonkees.

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Como escolhem as motas para serem reconstruídas?
Normalmente temos uma preferência por motas dos anos 70. Não quer dizer que não utilizemos motas dos 80 ou 90 ou até mesmo recentes, mas nessa década as motas tinham uma essência e uma riqueza maior, estão carregadas de história e foram na época verdadeiras revoluções ao nível mundial. Várias marcas de motas, tiveram o seu boom mundial durante essa década, logo para nós faz mais sentido pegar nesse bocado de historia e re-interpretá-la à nossa maneira, pois achamos que o produto final sai valorizado.
Apesar disso existem componentes estéticos que nos fazem também decidir pela modelo a usar. Estruturas mais simples e clássicas são aquelas que preferencialmente gostamos de trabalhar e que têm potencial para serem recriadas.

Locais favoritos para andar de mota e surfar?
Para surfar a nossa zona favorita é a da Ericeira, por todos os motivos possíveis. É onde existem possivelmente algumas das melhores ondas da Europa. Para andar de mota, sem dúvida que todo o nosso país é espectacular, pois temos de tudo, o clima, as estradas, a paisagem. Mas talvez tenhamos o Alentejo e a nossa costa como preferência.

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