Entrevista com Paulo Alves

Há alguns meses, num evento da Chá Camélia em Lisboa, descobri as cerâmicas do Paulo Alves e fiquei fascinado pela sua estética única. As formas simples, inspiradas em cerâmicas tradicionais japonesas, os tons térreos subtis, a delicadeza e o magnífico aspecto táctil, fazem com quem as suas criações sejam perfeitas para uma cerimónia do chá ou como peças decorativas. Falei com o Paulo Alves sobre o seu percurso e inspirações:

Conta-nos um pouco do teu percurso?
Comecei a fazer cerâmica em 1987. Iniciei com um curso de 1 ano e depois seguiram-se vários anos em que fui aprofundando conhecimentos através de outros cursos em Portugal e Espanha. Vivi em Lagos onde tive a oportunidade de estar como assistente de dois escultores, Vera Gonçalves e Raymon Dumas. Foi uma etapa marcante desde a perspectiva da vida diária num atelier até ao trabalho que desenvolviam.
Em 1997 mudei-me para Castelo Branco, de onde sou natural, e montei o primeiro atelier. Seguiram-se anos em que conciliei o trabalho de atelier e dando aulas em vários pontos de Portugal. Sempre que tinha oportunidade vinha a Espanha para aprender mais em cursos com aqueles ceramistas que admirava e que de vez em quando partilhavam conhecimentos. Em 2000 mudei-me para Proença-a-Nova e continuei a trabalhar e a viajar para aprender. Passei por Cuba e Republica Dominicana em meses de trabalho. Foram anos de muita e variada actividade à volta da cerâmica. Em 2010 terminei uma etapa de Vida e nesse ano 'El Amor' trouxe-me até Espanha.

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"Inspiro-me na vida, nas pessoas, no que vejo, no que leio, na música que escuto e em detalhes que estão por todo o lado. Gosto de alguma estética japonesa e de minimalismo. O meu trabalho vem de dentro, filtrado e simplificado."

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